sábado, 21 de abril de 2018
Venerável Mestra Tecla Merlo: Testemunho: Em caminho com Mestra Tecla
Venerável Mestra Tecla Merlo: Testemunho: Em caminho com Mestra Tecla: Viagem é sempre uma metáfora da vida, quer se fale de viagem, propriamente dita, ou de uma oportunidade para conhecer culturas, encont...
domingo, 1 de abril de 2018
sábado, 3 de março de 2018
Venerável Mestra Tecla Merlo: Novo site Tecla Merlo
Venerável Mestra Tecla Merlo: Novo site Tecla Merlo:
Desde 20 de fevereiro de 2018, aniversário de nascimento da venerável Tecla Merlo, está no ar o novo site http://teclamerlo.paoline.org ...
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domingo, 31 de dezembro de 2017
1º de janeiro - Dia Mundial da Paz!
MENSAGEM
DO PAPA
FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO
51º DIA MUNDIAL DA PAZ
FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO
51º DIA MUNDIAL DA PAZ
1° DE JANEIRO DE 2018
Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz
1.
Votos de paz
Paz a todas as pessoas e a todas as
nações da terra! A paz, que os anjos anunciam aos pastores na noite de Natal,[1] é uma aspiração profunda de todas as
pessoas e de todos os povos, sobretudo de quantos padecem mais duramente pela
sua falta. Dentre estes, que trago presente nos meus pensamentos e na minha
oração, quero recordar de novo os mais de 250 milhões de migrantes no mundo,
dos quais 22 milhões e meio são refugiados. Estes últimos, como afirmou o meu
amado predecessor Bento XVI, «são homens
e mulheres, crianças, jovens e idosos que procuram um lugar onde viver em paz».[2] E, para o encontrar, muitos deles
estão prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos
casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos, a enfrentar
arames farpados e muros erguidos para os manter longe da meta.
Com espírito de misericórdia, abraçamos
todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a
própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação
ambiental.
Estamos cientes de que não basta abrir
os nossos corações ao sofrimento dos outros. Há muito que fazer antes de os
nossos irmãos e irmãs poderem voltar a viver em paz numa casa segura. Acolher o
outro requer um compromisso concreto, uma corrente de apoios e beneficência,
uma atenção vigilante e abrangente, a gestão responsável de novas situações
complexas que às vezes se vêm juntar a outros problemas já existentes em grande
número, bem como recursos que são sempre limitados. Praticando a virtude da
prudência, os governantes saberão acolher, promover, proteger e integrar,
estabelecendo medidas práticas, «nos limites consentidos pelo bem da própria
comunidade retamente entendido, [para] lhes favorecer a integração»[3]. Os governantes têm uma responsabilidade
precisa para com as próprias comunidades, devendo assegurar os seus justos
direitos e desenvolvimento harmónico, para não serem como o construtor
insensato que fez mal os cálculos e não conseguiu completar a torre que
começara a construir.[4]
2. Porque há tantos
refugiados e migrantes?
Na mensagem para idêntica ocorrência
no Grande Jubileu pelos 2000 anos do anúncio de paz dos anjos
em Belém, São João Paulo II incluiu
o número crescente de refugiados entre os efeitos de «uma sequência infinda e
horrenda de guerras, conflitos, genocídios, “limpezas étnicas”»[5] que caracterizaram o século XX. E
até agora, infelizmente, o novo século não registrou uma verdadeira viragem: os
conflitos armados e as outras formas de violência organizada continuam a
provocar deslocações de populações no interior das fronteiras nacionais e para
além delas.
Todavia as pessoas migram também por
outras razões, sendo a primeira delas «o desejo de uma vida melhor, unido
muitas vezes ao intento de deixar para trás o “desespero” de um futuro
impossível de construir».[6] As pessoas partem para se juntar à
própria família, para encontrar oportunidades de trabalho ou de instrução: quem
não pode gozar destes direitos, não vive em paz. Além disso, como sublinhei na
Encíclica Laudato si’, «é
trágico o aumento de migrantes em fuga da miséria agravada pela degradação
ambiental».[7]
A maioria migra seguindo um percurso
legal, mas há quem tome outros caminhos, sobretudo por causa do desespero,
quando a pátria não lhes oferece segurança nem oportunidades, e todas as vias
legais parecem impraticáveis, bloqueadas ou demasiado lentas.
Em muitos países de destino,
generalizou-se largamente uma retórica que enfatiza os riscos para a segurança
nacional ou o peso do acolhimento dos recém-chegados, desprezando assim a
dignidade humana que se deve reconhecer a todos, enquanto filhos e filhas de
Deus. Quem fomenta o medo contra os migrantes, talvez com fins políticos, em
vez de construir a paz, semeia violência, discriminação racial e xenofobia, que
são fonte de grande preocupação para quantos têm a peito a tutela de todos os
seres humanos.[8]
Todos os elementos à disposição da
comunidade internacional indicam que as migrações globais continuarão a marcar
o nosso futuro. Alguns consideram-nas uma ameaça. Eu, pelo contrário,
convido-vos a vê-las com um olhar repleto de confiança, como oportunidade para
construir um futuro de paz.
3. Com olhar
contemplativo
A sabedoria da fé nutre este olhar,
capaz de intuir que todos pertencemos «a uma só família, migrantes e populações
locais que os recebem, e todos têm o mesmo direito de usufruir dos bens da
terra, cujo destino é universal, como ensina a doutrina social da Igreja. Aqui
encontram fundamento a solidariedade e a partilha».[9] Estas palavras propõem-nos a imagem
da nova Jerusalém. O livro do profeta Isaías (cap. 60) e, em seguida, o
Apocalipse (cap. 21) descrevem-na como uma cidade com as portas sempre abertas,
para deixar entrar gente de todas as nações, que a admira e enche de riquezas.
A paz é o soberano que a guia, e a justiça o princípio que governa a
convivência dentro dela.
Precisamos de lançar, também sobre a
cidade onde vivemos, este olhar contemplativo, «isto é, um olhar de fé que
descubra Deus que habita nas suas casas, nas suas ruas, nas suas praças (...),
promovendo a solidariedade, a fraternidade, o desejo de bem, de verdade, de
justiça»,[10] por outras palavras, realizando a
promessa da paz.
Detendo-se sobre os migrantes e os
refugiados, este olhar saberá descobrir que eles não chegam de mãos vazias:
trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para
além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das
nações que os acolhem. Saberá vislumbrar também a criatividade, a tenacidade e
o espírito de sacrifício de inúmeras pessoas, famílias e comunidades que, em
todas as partes do mundo, abrem a porta e o coração a migrantes e refugiados,
inclusive onde não abundam os recursos.
Este olhar contemplativo saberá, enfim,
guiar o discernimento dos responsáveis governamentais, de modo a impelir as
políticas de acolhimento até ao máximo dos «limites consentidos pelo bem da
própria comunidade retamente entendido»,[11] isto é, tomando em consideração as
exigências de todos os membros da única família humana e o bem de cada um
deles.
Quem estiver animado por este olhar
será capaz de reconhecer os rebentos de paz que já estão a despontar e cuidará
do seu crescimento. Transformará assim em canteiros de paz as nossas cidades,
frequentemente divididas e polarizadas por conflitos que se referem
precisamente à presença de migrantes e refugiados.
4. Quatro pedras
miliárias para a ação
Oferecer a requerentes de asilo,
refugiados, migrantes e vítimas de tráfico humano uma possibilidade de
encontrar aquela paz que andam à procura, exige uma estratégia que combine
quatro ações: acolher, proteger, promover e integrar.[12]
«Acolher» faz apelo à exigência de
ampliar as possibilidades de entrada legal, de não repelir refugiados e
migrantes para lugares onde os aguardam perseguições e violências, e de
equilibrar a preocupação pela segurança nacional com a tutela dos direitos
humanos fundamentais. Recorda-nos a Sagrada Escritura: «Não vos esqueçais da
hospitalidade, pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos».[13]
«Proteger» lembra o dever de reconhecer
e tutelar a dignidade inviolável daqueles que fogem dum perigo real em busca de
asilo e segurança, de impedir a sua exploração. Penso de modo particular nas
mulheres e nas crianças que se encontram em situações onde estão mais expostas
aos riscos e aos abusos que chegam até ao ponto de as tornar escravas. Deus não
discrimina: «O Senhor protege os que vivem em terra estranha e ampara o órfão e
a viúva».[14]
«Promover» alude ao apoio para o
desenvolvimento humano integral de migrantes e refugiados. Dentre os numerosos
instrumentos que podem ajudar nesta tarefa, desejo sublinhar a importância de
assegurar às crianças e aos jovens o acesso a todos os níveis de instrução:
deste modo poderão não só cultivar e fazer frutificar as suas capacidades, mas
estarão em melhores condições também para ir ao encontro dos outros, cultivando
um espírito de diálogo e não de fechamento ou de conflito. A Bíblia ensina que
Deus «ama o estrangeiro e dá-lhe pão e vestuário»; daí a exortação: «Amarás o
estrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egito».[15]
Por fim, «integrar» significa permitir
que refugiados e migrantes participem plenamente na vida da sociedade que os
acolhe, numa dinâmica de mútuo enriquecimento e fecunda colaboração na promoção
do desenvolvimento humano integral das comunidades locais. «Portanto – como
escreve São Paulo – já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois
concidadãos dos santos e membros da casa de Deus».[16]
5. Uma proposta para
dois Pactos internacionais
Almejo do fundo do coração que seja
este espírito a animar o processo que, no decurso de 2018, levará à definição e
aprovação por parte das Nações Unidas de dois pactos globais: um para migrações
seguras, ordenadas e regulares, outro referido aos refugiados. Enquanto acordos
partilhados a nível global, estes pactos representarão um quadro de referência
para propostas políticas e medidas práticas. Por isso, é importante que sejam
inspirados por sentimentos de compaixão, clarividência e coragem, de modo a aproveitar
todas as ocasiões para fazer avançar a construção da paz: só assim o necessário
realismo da política internacional não se tornará uma capitulação ao cinismo e
à globalização da indiferença.
De fato, o diálogo e a coordenação
constituem uma necessidade e um dever próprio da comunidade internacional. Mais
além das fronteiras nacionais, é possível também que países menos ricos possam
acolher um número maior de refugiados ou acolhê-los melhor, se a cooperação
internacional lhes disponibilizar os fundos necessários.
A Seção Migrantes e Refugiados do
Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral sugeriu 20 pontos
de ação[17]como pistas concretas para a
implementação dos supramencionados quatro verbos nas políticas públicas e
também na conduta e ação das comunidades cristãs. Estas e outras contribuições
pretendem expressar o interesse da Igreja Católica pelo processo que levará à
adoção dos referidos pactos globais das Nações Unidas. Um tal interesse
confirma uma vez mais a solicitude pastoral que nasceu com a Igreja e tem
continuado em muitas das suas obras até aos nossos dias.
6. Em prol da nossa
casa comum
Inspiram-nos as palavras de São João Paulo II: «Se o
“sonho” de um mundo em paz é partilhado por tantas pessoas, se se valoriza o
contributo dos migrantes e dos refugiados, a humanidade pode tornar-se sempre
mais família de todos e a nossa terra uma real “casa comum”».[18] Ao longo da história, muitos
acreditaram neste «sonho» e as suas realizações testemunham que não se trata
duma utopia irrealizável.
Entre eles conta-se Santa Francisca
Xavier Cabrini, cujo centenário do nascimento para o Céu ocorre em 2017. Hoje,
dia 13 de novembro, muitas comunidades eclesiais celebram a sua memória. Esta
pequena grande mulher, que consagrou a sua vida ao serviço dos migrantes
tornando-se depois a sua Padroeira celeste, ensinou-nos como podemos acolher,
proteger, promover e integrar estes nossos irmãos e irmãs. Pela sua
intercessão, que o Senhor nos conceda a todos fazer a experiência de que «o
fruto da justiça é semeado em paz por aqueles que praticam a paz».[19]
Vaticano, 13 de
novembro – Memória de Santa Francisca Xavier Cabrini, Padroeira dos migrantes –
de 2017.
Franciscus
[8] Cf. Francisco, Discurso aos Diretores nacionais
da Pastoral dos Migrantes, participantes no Encontro promovido pelo Conselho
das Conferências Episcopais da Europa (22/IX/2017).
[17] «20 Pontos de Ação Pastoral»
e «20 Pontos de Ação para os Pactos Globais» (2017). Cf.
também Documento ONU A/72/528.
Fonte: vatican.va
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Mensagem para o Dia Mundial da Paz - 1º de janeiro
Foi apresentada na manhã de sexta-feira, dia 24 de Novembro de 2017, na Sala de Imprensa do Vaticano, a mensagem do Papa Francisco para o próximo dia mundial da Paz.
O tema escolhido pelo Pontífice para o ano 2018 é: Migrantes e Refugiados: homens e mulheres em busca da paz. A paz, que os anjos anunciaram aos pastores na noite de Natal, recorda o Papa,
é uma aspiração profunda de todas as pessoas e de todos os povos, sobretudo de quantos padecem mais duramente pela sua falta. Dentre estes, que trago presente nos meus pensamentos e na minha oração, quero recordar de novo os mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados. Estes últimos, como afirmou o meu amado predecessor Bento XVI, «são homens e mulheres, crianças, jovens e idosos que procuram um lugar onde viver em paz».
E, para o encontrar, muitos deles estão prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos, a enfrentar arames farpados e muros erguidos para os manter longe da meta.
Daí que, com espírito de misericórdia, acrescenta Francisco, abraçamos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se vêem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental.
Entretanto, sublinha ainda o Santo Padre, estamos cientes de que não basta abrir os nossos corações ao sofrimento dos outros. Há muito que fazer antes de os nossos irmãos e irmãs poderem voltar a viver em paz numa casa segura. Acolher o outro requer um compromisso concreto, uma corrente de apoios e beneficência, uma atenção vigilante e abrangente, a gestão responsável de novas situações complexas que às vezes se vêm juntar a outros problemas já existentes em grande número, bem como recursos que são sempre limitados. Praticando a virtude da prudência, os governantes saberão acolher, promover, proteger e integrar, estabelecendo medidas práticas, «nos limites consentidos pelo bem da própria comunidade rectamente entendido, [para] lhes favorecer a integração».
Neste sentido Francisco recorda mais uma vez que os governantes têm uma responsabilidade precisa para com as próprias comunidades, devendo assegurar os seus justos direitos e desenvolvimento harmónico, para não serem como o construtor insensato que fez mal os cálculos e não conseguiu completar a torre que começara a construir.
Particularmente interessante, é a questão que o Santo Padre dirige à todos na sua mensagem: a saber, pergunta-se, porque há tantos refugiados e migrantes no nosso mundo atual?
Nas sendas de S. João Paulo II, que na sua mensagem de paz do ano 2000 incluia o número crescente de refugiados entre os efeitos de «uma sequência infinda e horrenda de guerras, conflitos, genocídios, “limpezas étnicas”» que caraterizaram o século XX, Francisco sublinha que até agora, infelizmente, o novo século não registou uma verdadeira viragem: os conflitos armados e as outras formas de violência organizada continuam a provocar deslocações de populações no interior das fronteiras nacionais e para além delas.
Todavia, acrescenta, as pessoas migram também por outras razões, sendo a primeira delas «o desejo de uma vida melhor, unido muitas vezes ao intento de deixar para trás o “desespero” de um futuro impossível de construir».
As pessoas partem para se juntar à própria família, para encontrar oportunidades de trabalho ou de instrução: quem não pode gozar destes direitos, não vive em paz. Além disso, como sublinhei na Encíclica Laudato si’, «é trágico o aumento de migrantes em fuga da miséria agravada pela degradação ambiental».
Neste percurso migratório, o Papa afirma ainda que a maioria das pessoas migra seguindo um percurso legal, mas há quem tome outros caminhos, sobretudo por causa do desespero, quando a pátria não lhes oferece segurança nem oportunidades, e todas as vias legais parecem impraticáveis, bloqueadas ou demasiado lentas.
Em muitos países de destino, observou ainda o Pontífice, generalizou-se largamente uma retórica que enfatiza os riscos para a segurança nacional ou o peso do acolhimento dos recém-chegados, desprezando assim a dignidade humana que se deve reconhecer a todos, enquanto filhos e filhas de Deus. Daí o alerta de Francisco: Quem fomenta o medo contra os migrantes, talvez com fins políticos, disse, em vez de construir a paz, semeia violência, discriminação racial e xenofobia, que são fonte de grande preocupação para quantos têm a peito a tutela de todos os seres humanos.
Neste sentido, Francisco adverte para o facto que a migração é um fenômeno permanente da história: todos os elementos à disposição da comunidade internacional, disse, indicam que as migrações globais continuarão a marcar o nosso futuro. Alguns consideram-nas uma ameaça. Eu, pelo contrário, convido-vos a vê-las com um olhar repleto de confiança, como oportunidade para construir um futuro de paz.
Daí a importância, segundo o Papa, de olhar para o fenómeno migratório com um olhar contemplativo, sustentado pela sabedoria da fé, capaz de intuir que todos pertencemos «a uma só família, migrantes e populações locais que os recebem, e todos têm o mesmo direito de usufruir dos bens da terra, cujo destino é universal, como ensina a doutrina social da Igreja. Aqui encontram fundamento a solidariedade e a partilha».
Precisamos por isso de lançar, também sobre a cidade onde vivemos, este olhar contemplativo, «isto é, um olhar de fé que descubra Deus que habita nas suas casas, nas suas ruas, nas suas praças (...), promovendo a solidariedade, a fraternidade, o desejo de bem, de verdade, de justiça», por outras palavras, realizando a promessa da paz.
Detendo-se sobre os migrantes e os refugiados, este olhar saberá descobrir que eles não chegam de mãos vazias: trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das nações que os acolhem. Saberá vislumbrar também a criatividade, a tenacidade e o espírito de sacrifício de inúmeras pessoas, famílias e comunidades que, em todas as partes do mundo, abrem a porta e o coração a migrantes e refugiados, inclusive onde não abundam os recursos.
Este olhar contemplativo saberá, enfim, guiar o discernimento dos responsáveis governamentais, de modo a impelir as políticas de acolhimento até ao máximo dos «limites consentidos pelo bem da própria comunidade retamente entendido»,isto é, tomando em consideração as exigências de todos os membros da única família humana e o bem de cada um deles.
Quem estiver animado por este olhar será capaz de reconhecer os rebentos de paz que já estão a despontar e cuidará do seu crescimento. Transformará assim em canteiros de paz as nossas cidades, frequentemente divididas e polarizadas por conflitos que se referem precisamente à presença de migrantes e refugiados. E o Papa concluiu a sua mensagem, indicando quatro pistas de ação concreta nesse sentido denominadas pedras miliárias para a ação: acolher, proteger, promover e integrar. Ao mesmo tempo, Francisco propõe a definição e aprovação por parte das Nações Unidas, disse, de dois pactos globais: um para migrações seguras, ordenadas e regulares, outro referido aos refugiados. Enquanto acordos partilhados a nível global, estes pactos representarão um quadro de referência para propostas políticas e medidas práticas. Por isso, é importante que sejam inspirados por sentimentos de compaixão, clarividência e coragem, de modo a aproveitar todas as ocasiões para fazer avançar a construção da paz: só assim o necessário realismo da política internacional não se tornará uma capitulação ao cinismo e à globalização da indiferença, disse Francisco.
Nesta linha de ação, o Papa recorda que a Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que dirige pessoalmente, sugeriu 20 pontos de ação como pistas concretas para a implementação dos supramencionados quatro verbos nas políticas públicas e também na conduta e ação das comunidades cristãs. Estas e outras contribuições, acrescenta o Santo Padre, pretendem expressar o interesse da Igreja Católica pelo processo que levará à adoção dos referidos pactos globais das Nações Unidas. Um tal interesse confirma uma vez mais a solicitude pastoral que nasceu com a Igreja e tem continuado em muitas das suas obras até aos nossos dias.
A mensagem do Papa Francisco para o dia mundial da Paz foi assinada por ele no Vaticano, no dia 13 de Novembro 2017 – por ocasião do dia da Memória de Santa Francisca Xavier Cabrini, Padroeira dos migrantes – de 2017
Foco: Qual é a cor do Advento?
Foco: Qual é a cor do Advento?: Maria : Por que a cor do Advento agora é azul? Maria, a cor do Advento é a roxa. Onde você ouviu dizer que é o azul? Há algum engano...
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