segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dia 16 de maio, no Encontro do Redesenho da Presença de Paulinas na América Latina

A festa da Ascensão do Senhor e o Dia das Comunicações Sociais foi solenizada com a Celebração Eucarística, preparada pelas irmãs da Delegação do Peru-Bolívia. As Irmãs da Cidade Regina participaram deste momento.

Depois da missa, em grupos, foram partilhados três pontos:

- as necessidades concretas do povo
- as luzes para melhorar o projeto de Circunscrição;
- os elementos que podem favorecer modalidades mais eficazes para a missão paulina no Continente.

À tarde houve um momento de forte de comunhão ao partilhar as apresentações das realidades de cada Circunscrição sobre as pessoas, as obras e a projeção do futuro.

Nota-se grande empenho, criatividade e visão de futuro.

Tudo isso conduz à realização do Projeto do redesenho do Continente, que é o objetivo deste Encontro.

O dia foi encerrado com uma bela recreação, organizada pela equipe de animação e com a participação das 10 postulantes da província do Brasil, as quais apresentaram uma coreografia ao som da Aquarela do Brasil.


sábado, 15 de maio de 2010

Dia 15, peregrinação ao Santuário de Aparecida

Dia 15,  sábado, dedicado a Maria, peregrinação das Irmãs que participam do Redesenho a Aparecida, lugar  onde se encontra o grande santuário dedicado a “Nossa Senhora Aparecida”, padroeira do Brasil.


Depois de três horas de viagem,  chegaram a tempo de participar de uma solene e festiva Eucaristia presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo.

O Santuário parecia pequeno para conter tão grande multidão de peregrinos, provenientes de Belo Horizonte, mas também de outras cidades do Brasil.

Viveu-se um momento de profunda emoção quando toda a assembleia rezou pelas Filhas de São Paulo do continente americano e pelo governo geral.

Cláudio Pastro, responsável pelo projeto artístico de todo o santuário mariano, guiou as Irmãs por uma sugestiva “viagem” teológico-espiritual através de suas pinturas. Cláudio Pastro é o artista que também decorou a capela da “Central Paulina”, em São Paulo.

Antes de voltar a São Paulo, as Irmãs prestaram uma homenagem ao primeiro santo brasileiro, frei Antônio de Sant’Ana Galvão, canonizado em 2007 por Bento XVI.

Outra preciosa ocasião para pedir a “celeste” bênção sobre os trabalhos do redesenho que, a partir de amanhã, entrarão na fase de elaboração do projeto continental.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Igreja na América Latina diante das mudanças sócio-culturais

O dia 14 de maio iniciou-se com uma celebração eucarística, presidida pelo padre Mario França Miranda, jesuíta, e animada pelas irmãs do México. O celebrante convidou a pensar em dois desafios: o individualismo e o ativismo na vida religiosa, os quais podem levar a descuidar do essencial: o amor.

Na oração da manhã rezou-se a província da Colômbia. A seguir, iniciaram a análise de realidade do continente. Daniel Seidel, expert em ciências políticas, apresentou uma análise de conjuntura da atual situação da América Latina e Caribe.

O padre Mário Miranda, teólogo e escritor, apresentou a Igreja na América Latina diante das mudanças sócio-culturais.
Ele terminou sua apresentação insistindo que a Igreja necessita fazer mudanças significativas para seguir sendo sacramento e para ser compreendida pelos contemporâneos.

À tarde, a assembléia manteve um diálogo com os palestrantes, oportunidade em que se aclararam outros temas que interpelam fortemente a Igreja, a vida religiosa e a missão paulina, em particular.

Agradecendo aos professores, Ir. Maria Antonieta recordou que os desafios são grandes, mas não foram menores para São Paulo.

Concluiu-se o dia com a oração ao Espírito Santo, dirigida pelas irmãs do México.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Terceiro dia no Encontro do Redesenho


Iniciou-se o dia 13 de maio, fazendo memória da Virgem de Fátima. Na Eucaristia, celebrada pelo padre Mario Nahuelpan e motivada pelas irmãs da província da Colômbia, foi  realizado um significativo ato penitencial, escrevendo em um papel o perdão que as Irmãs desejavam pedir. Este foi colocado em um recipiente para ser queimado.


No final da missa, fizeram ação de graças, expressando com uma palavra o conteúdo mais forte do dia anterior, ao mesmo tempo que colocavam em  galhos secos corações de papel.

Na oração da manhã se recordou e se rezou pela delegação do Chile. Iniciaram os trabalhos com uma significativa mesa redonda, apresentada pelas irmãs do Governo Geral sobre as várias áreas da vida paulina, para o redesenho das mesmas. Na parte da manhã, escutaram e refletiram sobre a Espiritualidade paulina, a Pastoral vocacional, a Formação e a Comunicação. À tarde, foram apresentadas a Missão paulina, a Economia e os Leigos.

Os temas foram tratados de forma completa e profunda. Em cada uma das apresentações notou-se com particular força, o chamado a “colocar-nos de pé” para deixar-se transformar, para dizer Deus, ser sua presença e sua voz na sociedade atual.

Foram convocadas a abrir-se a novas formas para dar continuidade à missão, a levar sabiamente a economia e a conduzir a colaboração dos leigos com competência, com espírito de comunhão, conscientes de que eles têm uma missão na Igreja. Os leigos precisam sentir o carisma e a missão como deles.

Concluiu-se o dia com a oração do terço recordando a visita do papa a Fátima e a difícil situação da Igreja.

Rezemos

Rezemos hoje pela delegação do Chile.

Veja vídeo com Oração em
 http://www.paoline.org/PortalePaoline/page36.do?link=oln212.redirecthttp://www.paoline.org/PortalePaoline/page36.do?link=oln212.redirect

Realidades do Brasil, México e Venezuela

O terceiro dia, 12, do Encontro Continental, iniciou-se com uma bela celebração eucarística preparada pelas irmãs do Chile. Rezaram pela Igreja e a sociedade do continente americano, recordando a grande missão continental. A mesa da Palavra, da Eucaristia e da solidariedade são os pilares que sustentam toda a pastoral da Igreja.

Dando continuidade, foram feitas apresentações das províncias do Brasil, México e da Delegação da Venezuela. Significativas e preocupantes foram as realidades apresentadas pelas três circunscrições.
Depois de um breve tempo de reflexão pessoal, a assembleia comentou as convergências das três apresentações. A assembléia se sensibilizou pelas grandes preocupações apresentadas: o empobrecimento do povo que gera violência, a proliferação do narcotráfico, a diminuição dos católicos e o crescimento das seitas, o desprestígio da Igreja, presente em todas as nações, a crise de valores.

Foram evidenciadas, também, as potencialidades e as esperanças. Essas realidades desafiam a uma atitude de discernimento diante do futuro da missão paulina.

À tarde, depois de um tempo de reflexão pessoal, formaram-se grupos Philips, para descobrir quais aspectos da realidade do Continente interpelam com urgência as Filhas de São Paulo. Entre as diversas realidades surgiram três urgências:
as novas tecnologias;
os leigos e
a Formação permanente integral para as Paulinas e para os leigos.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Encontro Continental - Saudação inicial da Superiora Geral

Ir. Maria Antonieta Bruscato 

Caríssimas irmãs, desejo mais uma vez manifestar-lhes a alegria de encontrá-las aqui no Brasil, nesta bela casa de oração. Um lugar muito apropriado para este nosso encontro. Aqui, nos próximos dias, viveremos a etapa “americana” do processo continental do redesenho das presenças; aqui estudaremos, refletiremos, discutiremos, projetaremos, sonharemos... Aqui, sobretudo, viveremos em constante atitude de contemplação ativa, totalmente abertas à voz do Espírito, certas de que, entrando neste continente assim diferente e no entanto uniforme nos desafios e nos valores que o constitui e exprime, o Senhor nos dirá que coisa devemos fazer.
Para ouvir a sua voz, devemos fazer calar os “rumores do profundo”, depor as preocupações que nos agitam, dar asas à esperança, ser plenamente disponíveis para deixar-nos envolver, provocar, “converter” por tudo aquilo que nos será comunicado e aprendido nestes dias, em espírito de profunda comunhão.
Gostaria, irmãs, que a experiência da comunhão marcasse profundamente este encontro, no qual somos chamadas a “redesenhar”, inspirada pelo “divino Pintor”, itinerários inéditos e partilhados para a vida e a missão.
Para um desenho providencial do Senhor, celebramos este importante evento no tempo pascal, enquanto aguardamos o Espírito «Amor eterno do Pai e do Filho», Aquele que nos ensina todas as coisas, que interpreta e esclarece as palavras que o Mestre continua a pronunciar na sua Igreja, a voltar-se para os seus discípulos e a nós, aqui, hoje.
Parece-me muito iluminativo, para o desenvolvimento deste nosso encontro, fazer memória daquilo que o Evangelho de João nos narra justamente neste dias. No longo discurso que Jesus dirige aos seus, antes de partir para o Pai, há uma expressão de fundamental importância para nós: «Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi, e vos constitui para irdes e dardes frutos e vosso fruto permaneça » (Jo 15,16).
O Senhor nos escolheu, escolheu exatamente nós. Como assim? O livro do Deuteronômio nos ajuda a entender: «O Senhor vos chamou, escolheu e enviou não porque sois mais numerosos do que outros povos – sois de fato o menor de todos os povos −, mas porque o Senhor vos ama» (Dt 7,7-8). Na raiz dessa eleição há um ato gratuito de amor.
Esse amor tornou possível a nossa resposta, não obstante todos os nossos limites, pobreza, inadequação.
Esse amor nos envolveu em um dinamismo de caridade que não conhece trégua: «Escolhi-vos e vos constitui para irdes e dardes fruto».
A “escolha amorosa” nos constituiu discípulas e missionárias. Impulsionadas pelo Amor, produzamos frutos de vida e de amor. O termômetro para medir a qualidade do nosso discipulado é a dimensão “missionária”.
Tudo isto coincide admiravelmente com as orientações da Conferência de Aparecida (2007), que convidou a Igreja toda (não apenas a americana ou latino-americana) a confrontar-se com o binômio “discípulos-missionários”, reencontrando o substrato do batismo e assumindo plenamente a alegre responsabilidade que dele deriva.
A Igreja resultante de Aparecida recomeça da missão, exprime uma forte tensão missionária e a urgência de crescer junto. Porque o discipulado e a missão se realizam apenas dentro de uma comunidade de discípulos ...
A verdadeira novidade de Aparecida está, portanto, na busca da comunhão em vista da missão. Como afirmou dom Anuar Battisti, arcebispo brasileiro de Maringá (Paraná), «… somos todos missionários, e a missão é fruto visível da comunhão que existe entre nós ».
Irmãs, a comunhão é o desafio que está na origem da nossa “história sagrada” e é o grande desafio de hoje, deste momento histórico, eclesial, de congregarão. Só do nosso empenho de comunhão pode brotar a renovação, também as vocações e reflorescer a missão.
Creio, pois, que a grande trajetória da qual partir nestes dias seja justamente a missão solidária, realizada em nome da comunhão. Sem ter medo, como escrevi na introdução da lectio sobre o continente americano, de acolher «também soluções frágeis e provisórias».
Irmãs, abandonemo-nos ao Espírito, deixemos que ele coloque «fogo no coração, palavras sobre os lábios, profecia no olhar» (Paulo VI). E não nos deixemos abater pelas dificuldades e pelos problemas. Não os supervalorizemos, mas os afrontemos com audácia, lucidez e humildade, justamente como fizeram as primeiras irmãs que espalharam a semente do carisma paulino neste continente, em meio a esta porção de humanidade que, hoje, como antes, tem necessidade de ser envolvida pela Boa Notícia.
Coragem, podemos já perceber muitos brotos de vida no horizonte.

Com este encontro concluímos a fase continental do processo pelo redesenho das presenças, iniciado nas Filipinas do continente Ásia-Pacífico (9-20 setembro 2009), prosseguindo com os encontros da África-Madagascar (Nairobi, 12-23 novembro 2010) e da Europa-Canadá/Québec (12-23 janeiro 2010).
Desejo dirigir um caloroso agradecimento a Ir. Eide, às irmãs do seu governo e desta casa por terem disposto tudo para o bom desenvolvimento deste encontro. Agradeço desde já Ir. Battistina Capalbo que facilitará os nossos trabalhos com competência e amor. Um agradecimento que estendo também às irmãs da Comissão encarregada - ir. Ana Maria Killing, ir. Natália Maccari, ir. Annamaria Gasser – e a quantas trabalharão, neste dias, “atrás dos bastidores”.
Levantemo-nos, irmãs, coloquemo-nos a caminho. Guiadas pela Palavra e pela Eucaristia, fortificadas pela comunhão entre nós, sustentadas pela potente intercessão de são Paulo, do bem-aventurado Tiago Alberione, de Mestra Tecla, entremos repletas de esperança no continente americano: aqui nos será dito o que devemos fazer.
Bom trabalho a todas!
Ir. M. Antonieta Bruscato
superiora geral
São Paulo, 11 maio 2010